GTA Chinatown Wars

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ANÚNCIO GTA Chinatown Wars

Mensagem por Shun Ying Lee em 7/6/2009, 13:46

Primeira investida da Rockstar no portátil Nintendo DS, o jogo foi desenvolvido pelo estúdio de Leeds e tem como protagonista Huang Lee, maloqueiro típico da série: playboy de Hong Kong, Huang era filho de um chefão da Tríade Chinesa, mas com a morte de seu pai, o cara perdeu tudo e voltou para Liberty City aonde se junta ao seu tio, Wu “Keny” Lee, um dos vários bandidos de olho na vaga deixada pelo pai de Huang Lee.

O resto você já sabe: Huang deve conquistar fama, poder e vingança em Libert City e para isso se mete em todo tipo de tretas, como tráfico de drogas, tiroteios e perseguições com a polícia, como é de se esperar de um jogo que carrega o nome Grand Theft Auto. O que você não sabe é como ficou o jogo em si, mas isso a gente te conta depois do continue.



[+] Liberty City. A cidade que serve de cenário para Chinatown Wars é uma versão daquela mostrada em GTA IV. Mas nem dá para dizer se é menor, pois tem sempre gente andando e conversando nas ruas, muitos carros passando, lojas, prédios que identificam cada região da cidade. E sempre tem algum beco novo para bisbilhotar. A mudança de clima, chuvas ocasionais e a passagem de dia para noite aumentam a imersão na experiência. A câmera aérea lembra os primeiros jogos da série, mas o visual é mais legal, por conta do estilo cel-shading do jogo.

[+] Mini games. Alguém na Rockstar pensou: de quantas maneiras diferentes podemos usar a Stylus e a tela de toque? Quebrar vidros, desativar vários tipos de alarme, fazer coquetéis molotov, apagar incêncios e tentar a sorte com raspadinhas são apenas o começo. O tempo todo algum minigame aparece na tela e o melhor, sem perder a ligação com o jogo. Os meus favoritos: preencher tatuagens (o barulho do motorzinho é ótimo) e as corridas de ambulância, onde é preciso guiar o carro até o hospital na tela de cima, enquanto na tela de toque deve-se manter o paciente vivo, com toques delicados na tela.

[+] Tráfico de drogas. O elemento polêmico de Chinatown Wars são as drogas. De maconha e anti-depressivos até ecstasy e heroína, esse é o GTA que lida mais diretamente com o tema, mais até que Vice City ou GTA IV. Huang compra e vende drogas de outros traficantes na cidade — nunca para o consumidor final — e o tráfico é um jogo paralelo às missões principais. Paralelo, rentável e, talvez não por coincidência, muito viciante.

[+] Diversão e violência gratuita. O repertório de armas como lança-chamas, serras elétricas, coquetéis molotov e a volta do modo Rampage, além de um sistema de perseguição que estimula a destruição das viaturas trazem de volta a diversão descerebrada dos GTA da geração passada.

[+] GPS na tela de cima. Uma adição simples, mas que melhora muito a forma de jogar é a opção de ativar o GPS, o mapa e a barra de saúde na tela superior. Evita que você fique vesgo ou tenha um ataque epilético acompanhando tudo nas duas telas ao mesmo tempo.

[+] Muito o que fazer. Não adiantaria nada ter uma cidade enorme sem nada para fazer nela. Além das missões principais, que representam cerca de 50% do jogo, Chinatown Wars tem várias missões paralelas, trabalhos alternativos como taxista, para-médico, vigilante, ladrão de carros, tatuador, bombeiro e por aí vaí. Tem também colecionáveis na forma de câmeras de vigilância. Direto de GTA IV temos os personagens aleatórios. Os stunt jumps estão espalhados pela cidade, como sempre. Já falei do tráfico de drogas? Então.

[+] Detalhes. Característica essencial de todo GTA é a atenção aos detalhes e em Chinatown Wars não é diferente. Cinco rádios diferentes, o sarcasmo nos diálogos, as coisas bizarras que aparecem nas latas de lixo e até os gritos que surgem quando você fecha e abre o DS com o jogo ligado. Sempre tem algum detalhezinho novo para te surpreender e estampar um sorriso no seu rosto.



[-] Eu aperto todos os botões. Chinatown Wars usa todos os botões do seu portátil e cada pedacinho da tela de toque. Usa até o microfone! Assim, leva mais tempo para se acostumar aos controles do que em qualquer outro game do Nintendo DS. A direção dos veículos, mesmo com o esquema de auto-alinhamento tem seus problemas e até pegar o jeito, é normal bater “sem querer” algumas vezes.

[-] Multiplayer só local. Talvez eu estivesse esperando demais quando a Rockstar inaugurou o site do jogo e lá estava a logomarca Nintendo Wi-Fi Connection, mas confesso que esperava por partidas multiplayer online. Dá para acessar o Rockstar Social Club, mas jogar mesmo, só local. Para piorar, cada jogador deve ter seu próprio cartucho. Desse jeito, nem testei o multiplayer.



Grand Theft Auto: Chinatown Wars é o que acontece quando você coloca um hardware de qualidade e cheio de possibilidades nas mãos de uma equipe competente e criativa. É o jogo que comprova aquilo em que sempre acreditei: nessa geração, o DS é o videogame hardcore da Nintendo.

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