F.Fantasy X & X-2

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ANÚNCIO F.Fantasy X & X-2

Mensagem por Shun Ying Lee em 3/1/2009, 10:41

Square conseguiu derrubar queixos mais uma vez. O RPG homérico da empresa atraiu o maior número de olhos puxados na Tokyo Game Show e ainda permanece bravamente na lista dos jogos mais esperados de inúmeras publicações ao redor do mundo.

O vídeo promocional de FFX exibe a melhor simulação 3D de água de todos os tempos em seus vídeos pré-renderizados. A heroína Yuna anda sobre as águas de um ambiente cheio do que parecem estranhos corais em forma de flores. E então começam a ser mostradas as cenas épicas: um enorme furacão destruidor, guerras com canhões e uma cena de Tidus, o protagonista, 'surfando' em cabos suspensos, mostrando uma visão panorâmica inacreditável. É esse tipo de primor visual que você pode esperar quando o jogo for lançado.

E como a Square quer provar que sabe fazer mais do que filmes, misturou cenas renderizadas em tempo real no meio dessas seqüência... e acredite ou não, é muito difícil diferenciar as duas! A grande mudança no salto para o PlayStation 2 é que, apesar dos cenários serem completamente renderizados em tempo real, a câmera se move sozinha e não pode ser controlada pelo jogador.

O sistema de combate não parece ter mudado muito. O que mais chama a atenção são as criaturas invocadas por Yuna, que ficam na batalha ao lado dela por vários turnos. Aliás, uma barra no canto direito mostra a ordem de ataque dos personagens. É possível trocar os personagens durante a batalha - uma novidade na série. Apesar da animação e modelos dos personagens e inimigos ter sido melhorada um pouco, o que mais chama a atenção é a variedade de efeitos especiais colocados nas batalhas: gelo preenche a tela e distorce a imagem, vento passa e borra as coisas, o fogo apresenta um comportamento assustadoramente realista em seu visual... coisas que não podem ser descritas com palavras - é ver para crer.

Para os que gostam de detalhes específicos: os produtores de Final Fantasy X viajaram para Okinawa, uma ilha próxima do Japão (que foi por muitos anos uma base militar americana) e utilizou a cultura e a natureza do local como inspiração na produção do game.

Além dos dois protagonistas, Tidus, o jogador de Blitzball (uma espécie de esporte aquático com bolas e espadas - incluso como um dos mini-games da aventura) e Yuna, a filha de um importante sacerdote, foram mostrados Wakka, Kimahli, Lulu, Auron e Rikku. Eles também falaram de Seymour, que deve ser o antagonista de Tidus (assim como Sephiroth e Seifer em Final Fantasy VII e VIII, respectivamente).

O novo episódio não terá mais a famosa EXP, a experiência que os personagens ganhavam ao matar oponentes. Por isso mesmo, eles não ganham nem apresentam mais um nível específico (exemplo: Cloud é nível 26 agora). Ao invés disso, os combates farão com que personagens ganhem AP, ou Ability Points.

Esses Ability Points não são novidade em Final Fantasy, mas o jeito como serão usados, sim. Quando você junta APs suficientes, seu personagem ganha um Sphere Level, ou S.Lv. Esses níveis serão usados para avançar seu personagem no Sphere Board (Tabuleiro de Esferas, mostrado na foto abaixo). Toda vez que você move seu personagem pelas linhas pré-definidas, ele gastas um S.Lv.

Dependendo do buraco onde ele cair, você pode usar certas esferas que melhorarão certas habilidades: aumentar força, permitir o aprendizado de novas magias ou até mesmo habilidades como roubo de itens. Segundo a Square, isso permitirá que os personagens sejam completamente personalizados: você pode ensinar magia negra a uma ladra, ou aumentar incrivelmente a força física de um mago.

Ao que tudo indica, cada buraco do tabuleiro terá características exclusivas, fazendo com que somente algumas esferas possam ser usadas neles. Ainda não foi revelado como as esferas serão obtidas, mas é provável que elas sejam conseguidas como itens em baús, eventos e mini-games.

Para dar alguma exclusividade aos personagens, eles apresentam uma característica individual chamada Overdrive. Substituindo os Limit Breaks da série, o Overdrive é ativado depois do personagem receber uma certa quantidade de dano. Quando isso acontece, cada personagem tem uma ação específica: Tidus mistura golpes de espada ativados por seqüências digitadas, Kimari usa magia azul, Lulu pode usar múltiplas magias e assim por diante. Enquanto isso, o Overkill dá AP extra quando um personagem mata um oponente tirando muito mais energia do que ele tinha restante.

A trama do jogo continua seguindo o alto padrão de qualidade esperado dos títulos da Square. Uma terrível força maligna conhecida apenas como Sin destruiu boa parte do mundo de Spiria, em um incidente relacionado com equipamentos tecnológicos. Por isso mesmo, o mundo se dividiu em duas facções, uma com magos capazes de invocar criaturas, e os Al Bhed, uma tribo que pretende continuar usando máquinas. O grande sacerdote dos magos morre, e sua filha, Yuna, tem um casamento arranajado com o mago Seymour.

O jogo de Blitzball, ao contrário do que se imaginava, envolve mais estratégia do que reflexos, uma vez que as disputas de bola são resolvidas com comparação das habilidades dos personagens com comandos escolhidos em menus - exatamente como nas lutas.

Com alguns diálogos falados, um ambiente renderizado em tempo real e alguns dos mais lindos gráficos e músicas já vistos no PlayStation 2, Final Fantasy X tem tudo para se tornar um dos melhores jogos de todos os tempos.

Apesar da série praticamente receber um episódio novo por ano, o lançamento de Final Fantasy X foi um dos mais esperados jogos do PlayStation 2. E de certa forma, a Square realmente conseguiu trazer o que muita gente estava querendo: sérias mudanças na fórmula da franquia.

Imediatamente algumas coisas vão impressionar os fãs de longa data da série: a trilha sonora (que traz estilos mais modernos incomuns a série e remixes de músicas de episódios anteriores), o personagem principal (que é muito mais descontraído e menos complexado do que o esperado), batalhas baseadas em turnos com a possibilidade de trocar de personagem a qualquer momento, diálogos falados, muito mais linearidade e o fim do mapa mundi... Final Fantasy X é praticamente um novo começo. E apesar de muitos dos elementos anteriores parecerem assustadores para os puristas, o resultado é certamente agradável.

A história é simples: você controla Tidus, um esportista profissional de um mundo tecnológico que é arremessado por uma figura misteriosa para 1000 anos no futuro - onde tudo que ele conhece foi destruído. Junto com seus novos amigos ele deve descobrir mais sobre a terrível ameaça Sin, e descobrir mais sobre seu pai. Talvez o maior choque seja a narrativa em flashback: o jogo começa em um ponto avançado, e tudo que os protagonistas fazem é acompanhado pela narrativa de quem já sabe de toda a história. Isso apenas confirma a tendência da série, que cada vez se concentra mais na parte não-interativa do que no jogo em si - cabe a você decidir se isso é o que você esperava ou não.

Em função disso, o novo sistema de batalha é muito mais simples. Com a capacidade de trocar de personagens e poder planejar seus movimentos com calma, a estratégia é muito mais importante nesse game (e as batalhas são bem mais fáceis). Outro ponto importante é a extinção da Experiência. Agora seus personagens recebem AP nas batalhas, que servem para utilizar o novo Board System. Uma explicação simplificada: o AP serve para mover seus personagens por um tabuleiro de habilidade. Colocando jóias nesses pontos você lhes dá todo tipo de poder: resistência a elementos, novas magias, melhores atributos - cada personagem começa em um ponto diferente e precisa "destrancar" certas passagem com itens especiais para atingir novas áreas. O sistema não apenas é original, mas também permite a total personalização de seus personagens. As armas e roupas do jogo não são como antes, quando definiam atributos de ataque e defesa. Dessa vez elas apenas garantem habilidades especiais - mais uma tendência simplificadora.

A apresentação do jogo é um de seus pontos fortes. Numa tentativa de acabar com certas 'licenças poéticas' de RPG, como mapas fora de escala para viagem entre cidades, foi extinto o mapa mundi. A Square fez questão de manter um visual homogêneo, inclusive nas transições entre filmes e partes interativas. O resultado é um mundo magnificamente representado de maneira realista, mas ainda estilizado: ilhas paradisíacas trazem construções impressionantes, e o figurino esperado dos designs de Tetsuya Nomura. Final Fantasy X é certamente o mais bonito da série, senão um dos jogos mais lindos do PlayStation 2. E apesar da mudança no estilo da trilha sonora, a mudança nas músicas é bastante apropriada ilustrar os acontecimentos - apesar de ficar um pouco defasada na carga emocional que costumava trazer à série.

Os diálogos merecem uma citação especial. É simplesmente INACREDITÁVEL a quantidade de diálogo que a Square colocou nesse DVD. Praticamente qualquer fala dos protagonistas é falada, e apenas diálogo não-essencial (como conversas com as pessoas na rua) são escritas. Isso, somado ao capricho na animação dos bonecos (que algumas vezes peca pela falta de naturalidade característica da animação japonesa estilizada) cria uma imersão sem precedentes na série. O único problema disso é que alguns dos atores deixam a peteca cair muitas vezes, e alguns dos diálogos são típicos da estranheza dos diálogos japoneses de RPG, atrapalhando a fluidez da trama - mas isso acaba passando no decorrer das 40 horas do jogo.

Vale a pena notar: a estrutura do jogo é bem mais linear do que a série costumava ser. Para prosseguir o enredo, você só precisa fazer uma de três coisas na maior parte do tempo: seguir até a marca vermelha no mapa, derrotar um monstro ou resolver um quebra-cabeças. A presença desse mapa pode assustar os puristas, mas novamente esclarece a nova tendência do game.

No fim das contas, o enredo de Final Fantasy X é contado com uma maestria impressionante mesmo para os padrões da série, com personagens muito fortes e surpresas imprevisíveis. Somado com um jogo mais descontraído e fácil, e uma apresentação quase perfeita, Final Fantasy X é o mais próximo de um 'filme interativo' que a indústria deve produzir nos próximos anos.

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Mensagem por Shun Ying Lee em 3/1/2009, 10:43

Todas as continuações de "Final Fantasy" têm poucos elementos em comum. Um deles é o Chocobo, aquela estranha ave que se parece com uma ema, o segundo e o personagem chamado Cid, que tem algum envolvimento com a criação do também constante barco voador. Fora isso, seja no enredo ou nos cenários, nada da aventura anterior é aproveitado... mas isso irá mudar!!

"Final Fantasy X-2" é a primeira sequência verdadeira de um jogo da série, que já soma 11 títulos. O jogo se passa dois anos após a batalha final do game anterior e leva o jogador mais uma vez ao mundo de Spira, que livre de ameaças volta a contar com tecnologia.

Você assume o controle de Yuna, a encantora de monstros (e corações) do jogo anterior. A bela deixou de lado a sua inocência e volta vestida com um apertado shorts e armada com duas pistolas. Yuna pode agora correr, pular e escalar paredes no melhor estilo Lara Croft.

Apesar dos novos atributos de Yuna, "Final Fantasy X-2" continua sendo fiel ao gênero RPG. O sistema de batalha será similar ao do jogo anterior, mas deverá trazer algumas novidades. Novos monstros serão adicionados, assim como novos lugares para serem explorados. Um deles traz um gigantesco castelo.

"Final Fantasy X-2" marca uma nova era na saga do popular RPG da Square. Será que podemos sonhar com um nova aventura de Sephirot de "Final Fantasy VII"?

"Final Fantasy X" foi o primeiro RPG da Square para a atual geração de videogames, adicionando muitas novidades como dublagem, ambientes tridimensionais e outros elementos inéditos. Mas talvez o mais chocante é que, pela primeira vez na história da série, uma trama será continuada. Assim nasce o estranhamente batizado "Final Fantasy X-2".

A percepção de muitas pessoas é que o título é apenas uma maneira da empresa conseguir dinheiro fácil depois de um período de sérios problemas econômicos - e, até certo ponto, isso não está errado: o software reaproveita mecanismos e arte do game anterior, diminuindo consideravelmente seu custo de produção. Mas para a surpresa de muitos, a companhia se esforçou para encher o game até o talo de novidades e conteúdo divertido.

A Paz-não-tão-Eterna

O jogo começa cerca de dois anos depois da Eternal Calm do final de "FFX".O mundo parece outro sem a perspectiva destrutiva de Sin, tornando-se muito mais alegre (e frívolo) do que antes. Essa mudança reflete na protagonista Yuna, que agora viaja pelo mundo de Spira como uma caçadora de esferas. Por trás dessa nova personalidade (que, independente da explicação de que as esferas de roupas "possuem" a pessoa, parece muito forçada) aventureira está a vontade secreta de descobrir o que aconteceu com seu amor, Tidus.

Ao invés de seguir a mesma rota de "FFX" e colocar uma longa lista de pequenos eventos de trama que se desenrolam de maneira linear, o novo game traz missões independentes - pequenos eventos que são completados com alguns simples objetivos. Além das lutas tradicionais, algumas caças ao tesouro e mini-games fazem parte desses novos objetivos. Como eles são independentes, é possível resolvê-los com certa liberdade em sua ordem.

Mais conteúdo, menos enrolação

"X-2" faz um bom trabalho em deixar o ritmo de um RPG bem mais dinâmico, especialmente quando comparado com o anterior. As batalhas agora são em tempo real, sendo que o timing de um golpe pode render combos e até cancelar ataques do inimigos. Apesar da taxa de encontro aleatório parecer muito maior, o fato dos ambientes serem mais lineares e as missões desconexas, a sensação de "travar" é quase inexistente. Levando em conta a grande variedade de missões - somado à opção New Game + de recomeçar com toda a experiência e itens anteriores e cinco finais diferentes - o game não desaponta pela extensão.

O sistema de batalha sofreu sérias mudanças devido ao fato de não haver mais invocação (summon) e o time contar com apenas três lutadoras. O segredo é o Garment Grid, que substitui o antigo Grid do jogo anterior. Agora você pode escolher Grids diferentes e colocar Dresspheres, que basicamente são "fantasias com poderes". A troca de uma roupa por outra obriga a passagem pelo caminho das linhas durante a batalha, exigindo um grau de estratégia interessante. A fato das esferas ganharem experiência e novas habilidades também é interessante, mas é uma pena que a rapidez do novo sistema de combate iniba um pouco dessa mudança.

A Spira de "X-2" é uma evolução bastante natural de um mundo que sobreviveu a um cataclismo: novas ondas de comercialismo e grupos religiosos em busca de seguidores são elementos importantes da trama, gerando o grande confronto que amarra a história. Para os fãs que sempre sonharam com o "day after" do epílogo de um "Final Fantasy", esse é um verdadeiro sonho que se torna realidade. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito das protagonistas.

Cameron Yuna

YRP, como Yuna, Rikku e Paine se intitulam, são uma cópia descarada de "As Panteras" (algo que a equipe de produção assumiu). Apesar de Rikku se encaixar na descrição sem maiores problemas e Paine ser uma personagem inédita, Yuna simplesmente soa forçada e fora da realidade do que era em "FFX". As situações pelas quais elas passam (uma cena de banho vem à cabeça) quebram o tom melancólico que costuma acompanhar a série e podem ser um choque para aqueles que jogam pelo enredo.

Visualmente, o jogo é bem parecido com "FFX", trazendo partes inteiras do cenário sem mudança nenhuma. A grande mudança está na expressão facial das protagonistas, que apesar de forçado, é bem mais elaborado e funciona bem no contexto do jogo. Como antes, o título ainda tropeça em baixas taxas de quadros, mas o defeito está menos evidente agora.

A parte sonora do game não desaponta. A dublagem e efeitos sonoros estão bem executados (apesar de ainda serem um tanto forçados), mas a música é o que mais mudou. Com a saída de Uematsu na composição, somado ao mundo mais alegre, as músicas do game tendem para um clima mais Pop - que, novamente, não é ruim, mas tende a surpreender jogadores pela diferença.

"Final Fantasy X-2" é talvez o oposto do que os fãs estão acostumados. Mas apesar de trair um pouco a personalidade de Yuna, a Square-Enix conseguiu fazer um competente RPG que foge aos padrões tradicionais. Se o choque não for grande demais, você terá em mãos uma verdadeira demonstração de que os criadores da famosa série ainda sabem o que faz um bom game.
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Mensagem por Dan Ocelott em 3/1/2009, 10:48

Tbm gosto de FF X-2 mas acho q o tópico tá meio atrasado...

Eu já zerei ele umas cem vezes...

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